![GettyImages-2196917133-1738613340 Uma bandeira ondula na sede da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) em Washington, DC, Estados Unidos, em 3 de fevereiro de 2025 [Celal Gunes/Anadolu via Getty Images]. Fonte: Al Jazeera](https://xn--hojenomundopoltico-uyb.com/wp-content/uploads/2025/02/GettyImages-2196917133-1738613340-678x381.webp)
Em uma reviravolta significativa na política externa, o governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Trump, implementou cortes drásticos nos orçamentos destinados aos programas de desenvolvimento e assistência no exterior. Segundo o Departamento de Estado, os contratos plurianuais foram reduzidos em 92%, representando um recorte de aproximadamente US$ 54 bilhões.
Medidas Imediatas e Revisão dos Programas
Logo após sua posse, em 20 de janeiro, o presidente Trump assinou uma ordem executiva que congelou toda a ajuda externa por 90 dias. Essa medida permitiu que altos funcionários realizassem uma revisão minuciosa dos programas que não se alinhavam com a agenda “America First”. Durante esse período, a revisão teve como alvo principal os contratos de assistência internacional concedidos pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), resultando na eliminação de cerca de 5.800 prêmios, totalizando US$ 54 bilhões.
Além disso, o processo avaliou mais de 9.100 subsídios relacionados à assistência externa, com um montante superior a US$ 15,9 bilhões. Ao término da análise, 4.100 desses subsídios, equivalentes a quase US$ 4,4 bilhões, foram identificados para eliminação, o que corresponde a uma redução de 28% nos subsídios.
Foco na Eficiência e Prioridades da Agenda “America First”
Um porta-voz do Departamento de Estado ressaltou que essas “eliminações de senso comum” têm como objetivo permitir que os escritórios e seus respectivos agentes de contratos e concessões concentrem seus esforços nos programas remanescentes, buscando maior eficiência e alinhamento com as prioridades estabelecidas pela administração. O foco passou a ser direcionado para a execução de projetos que reforcem a política de “America First”, uma abordagem que prioriza os interesses domésticos e o fortalecimento econômico interno.
Programas Excluídos dos Cortes
Apesar dos cortes expressivos, nem todos os programas de ajuda foram afetados. Iniciativas essenciais, como a assistência alimentar, tratamentos médicos críticos para doenças como HIV e malária, e o suporte a países como Haiti, Cuba, Venezuela e Líbano, continuaram a receber financiamento. Essa escolha reflete uma tentativa de preservar áreas consideradas vitais para a segurança e o bem-estar tanto dos parceiros internacionais quanto dos cidadãos americanos.
Implicações e Debate Político
medida de reduzir os orçamentos de ajuda externa representa uma mudança drástica na política internacional dos Estados Unidos, evidenciando uma realocação dos recursos públicos em favor de projetos considerados mais alinhados com os interesses nacionais. No entanto, a decisão gerou debates acalorados tanto no cenário político quanto entre especialistas, que discutem os impactos potenciais dessas reduções na influência global dos EUA e na estabilidade dos países que dependem dessa assistência.
A revisão e os cortes promovidos pela administração do presidente Trump refletem a constante busca por eficiência orçamentária e o desejo de concentrar investimentos que reforcem a competitividade econômica dos Estados Unidos. Ainda que a estratégia seja bem recebida por alguns setores, ela também levanta questionamentos sobre o papel dos EUA na promoção do desenvolvimento internacional e na manutenção de relações diplomáticas baseadas em ajuda mútua.
Conclusão
A drástica redução nos orçamentos de ajuda externa, atingindo mais de 90% em alguns contratos, sinaliza uma mudança paradigmática na política externa dos Estados Unidos sob a liderança do Trump. Ao priorizar a agenda “America First”, o governo busca realocar recursos para projetos que promovam o fortalecimento econômico doméstico, ao mesmo tempo em que provoca debates sobre os impactos dessa decisão na influência e nas relações internacionais do país.
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